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quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Aniversário

𝐋𝐞𝐦𝐛𝐫𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐡𝐨𝐣𝐞 𝐮𝐦 𝐩𝐨𝐞𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐛𝐫𝐨𝐮 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐝𝐢𝐠𝐦𝐚𝐬

José Carlos de Queirós Nunes Ribeiro, ou 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐐𝐮𝐞𝐢𝐫ó𝐬, nasceu em Lisboa, a 5 de Abril de 1907, e faleceu em Paris, a 27/28 de Outubro de 1949. Foi um poeta português com uma vida breve que deixou uma marca duradoura na poesia portuguesa do século XX. 

Em 1935, publicou seu primeiro livro de poesia, intitulado "Desaparecido", que foi muito elogiado pela crítica literária da época. O seu estilo poético é caracterizado pela simplicidade, sinceridade e musicalidade.

Em 1948, publicou o segundo e último livro, intitulado "Breve Tratado de Não Versificação". Nesta obra, o poeta faz uma reflexão sobre a poesia e a não poesia, rompendo com os padrões tradicionais da métrica e da rima. O livro é uma espécie de manifesto poético que exalta a liberdade criativa e a originalidade.

Apesar de ter falecido prematuramente aos 42 anos de idade, Carlos Queirós deixou um legado poético importante. A sua obra foi reunida e publicada postumamente em 1984, com o título "Desaparecido – Breve Tratado de Não Versificação". Em 1989, os poemas dispersos de sua autoria foram reunidos e publicados em a "Epístola aos Vindouros e Outros Poemas".

A poesia de Carlos Queirós é uma celebração da vida e da liberdade. A sua obra continua a inspirar poetas e leitores em Portugal e em todo o mundo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Leitura do Dia

"𝐎𝐢𝐭𝐨 𝐄𝐥𝐞𝐠𝐢𝐚𝐬 𝐂𝐡𝐢𝐧𝐞𝐬𝐚𝐬", 𝐩𝐨𝐫 𝐂𝐚𝐦𝐢𝐥𝐨 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐚𝐧𝐡𝐚 (𝐭𝐫𝐚𝐝𝐮çã𝐨).

II-Elegia

À NOITE, NO PEGO-DRAGÃO

De onde vem este perfume de flores, embalsamando a noite puríssima?
Entre bouças e fragas, uma cabana de ola, perto da qual um arroio murmura…
Como de costume, o eremita parte ao surgir a lua.
Em um covão do monte, um pássaro, poisado, ininterruptamente gorjeia.

 
Não lhe importa que as ervas, impregnadas do orvalho, lhe encharquem as alparcatas de junça.
As suas vestes de ligeiro cânhamo, soergue-as, enviesando, a brisa primaveril…
À borda da torrente, intento fazer versos ao viço das orquídeas.
Embargam-mo as saudades, violentas empolgando-me, do Kiang Pei e Kiang-nan.

in "O Progresso" (Macau), 13 de Setembro de 1914.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Leitura do Dia

“Os Lvsiadas de Luis de Camões”, por Luís Vaz de Camões.

 

"Assim fomos abrindo aquelles mares

Que geraçam algūa nam abriu,

As novas ilhas vendo e os novos ares,

Que o generoso Enrique descobriu

De Mauritania os montes e lugares

Terra que Anteo num tempo possuyo,

Deyxando aa mão ezquerda, que aa dereita

Não há certeza doutra, mas sospeita".

 

Canto V, fol. 80.


quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Efemérides

Nasceu hoje, há precisamente 109 anos, o poeta brasileiro Vinicius de Moraes (1913 – 1980).

É sem dúvida um dos nomes mais sonantes da cultura brasileira do século XX. Além de poeta, foi dramaturgo, jornalista, cantor e compositor. É dele a famosa letra da canção “Garota de Ipanema”, com composição de Tom Jobim: “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela menina, que vem e que passa (…)”. O sucesso foi tão grande que Frank Sinatra dedicou-lhe uma versão em inglês.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Momento Quora

Às vezes é assim…


Teus olhos castanhos,

De diferentes tamanhos,

Assim como os vejo,

Amendoados e brilhantes

Na pureza da minha alma

Em toda a minha essência calma.

- Pedro Daniel de Oliveira -


Veja o link no Quora: https://qr.ae/pvJf3z

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Efemérides

Se fosse vivo, o poeta Alberto de Lacerda faria hoje 94 anos

(Ilha de Moçambique, 20 de Setembro de 1928 - Londres, 26 de Agosto de 2007)


Seguias Tu Pela Estrada

"Seguias tu pela estrada
e eu seguia plo carreiro:
tão fácil, movimentada;
eu, tão tardo caminheiro.

Os pés à vista de ti
inda mais se me toldavam;
se andava junto ou sem ti
meus sentidos ignoravam.

Ainda sou caminheiro,
ainda vais pela estrada:
sempre mais lento o carreiro,
e tu mais longe na estrada".

in 77 Poemas

terça-feira, 3 de maio de 2022

Leitura do Dia

Deliciei-me hoje a reler 𝓒𝓵é𝓹𝓼𝓲𝓭𝓻𝓪, livro de poemas de Camilo Pessanha.

"Singra o navio. Sob a água clara
Vê-se o fundo do mar, de areia fina...
- Impecável figura peregrina,
A distância sem fim que nos separa!

Seixinhos da mais alva porcelana,
Conchinhas tènuemente côr de rosa,
Na fria transparência luminosa
Repousam, fundos, sob a água plana."
𝘪𝘯 p. 59.

À venda na Amazon

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