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terça-feira, 11 de outubro de 2022

"O Oriente Místico de Chao Balós" - Personagens

Fernão Mendes Pinto, o português de bom espírito

"Sendo generoso a partilhar com eles as glórias, e os sucessos das boas ocasiões, como sempre acontecia quando fazia bom dinheiro com a venda das fazendas, chegava agora a vez de retribuir um pouco do que tinha com este valoroso Português, por nome Fernão Mendez, pessoa honrada, e cioso dos costumes das gentes das terras por aonde andava" - Capítulo XXIX.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Capítulo XXVI

O que Abenabo conhecia de Jerusálem 

    “Depois de Abenabo me falar miudamente da rua vulgarmente dita da amargura, pela qual Jesus Cristo foi com a Cruz às costas, desde a casa de Pilatos, até ao Calvário, onde foi por nós oferecido, e sacrificado, para a salvação do mundo, ouvi dele com muita curiosidade que o sagrado Monte Olivete fica numa encosta, em que subindo por um certo caminho, e chegando no meio dele, se acha à vista o Templo de Salamão, e quase toda a cidade.

É o dito Monte Olivete, onde o nosso Redentor recebeu a traição de Judas (que o entregou aos Romanos, antes d’Ele ir à casa de Caiphas, e à casa de Pilatos, e daqui ao Calvário), muy venerado por Turcos, e mouros, assim como por cristãos de muitas nações, que se põem ali a orar, e a cantar, e a contemplar, na vigília D’Ascensão de Nosso Senhor.

    Na Capela D’Ascensão fazem os moçalmans grande devoção à pedra onde está uma pegada do Redentor do mundo quando Ele teve por bem tornar aos Céus. A outra metade desta pedra, também com outra pegada de Jesus, está no Templo de Salamão, ali posta quando a terra era de cristãos, sendo agora tida em grande veneração por Turcos, e mouros”.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

"𝐎 𝐎𝐫𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐌í𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐡𝐚𝐨 𝐁𝐚𝐥ó𝐬", 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐃𝐚𝐧𝐢𝐞𝐥 𝐝𝐞 𝐎𝐥𝐢𝐯𝐞𝐢𝐫𝐚, 𝐌𝐚𝐢𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟐.

Leia a história de um português do século XVI que deixa o Reino de Portugal e se aventura no Oriente distante onde conhece Fernão Mendes Pinto, Luís Vaz de Camões e S. Francisco Xavier: https://www.amzn.com/B09Y6B8Y5Q

domingo, 4 de setembro de 2022

Leitura do Dia

 “Descrição da Cidade de Lisboa”, de Damião de Góis.


[O 6.º Edifício: A Casa de Ceuta. Casa da Índia]                                                        

No canto ocidental deste terreiro, deixando para trás a referida praça do peixe, e passado o mercado dos padeiros, dos vendedores de hortaliça e de fruta, o mercado das aves e a praça dos comestíveis, fica situado um edifício, a que nós chamamos Casa de Ceuta, onde os comissários régios dão despacho às questões relativas à guerra de África.

Não longe desta casa, num renque contíguo de edifícios, ergue-se o sexto monumento, realizado de feição maravilhosa, repleto de abundantes presas e despojos de muitas gentes e povos.

Por ali se tratarem os negócios da Índia, o nosso povo dá-lhe o nome de Casa da Índia”.

Página 52.

domingo, 17 de julho de 2022

Capítulo IX

 Perigo de Vida:

"Abatido pela fadiga, que resultava de largas semanas de viagem no mar alto, foi numa certa tarde ventosa de me causar assaz de aborrecimento que aproveitei para tomar algum repouso; porém depressa acordei sobressaltado, por causa da ondulação que teimava em sacudir a nau. Cuidei em tomar o ar fresco no convés; mas o vento soprava muito rijo de Norte, e o sol mal alumiado queria muito nos deixar à sorte. O cheiro fétido a pairar no ar era sinal mais do que aprovado que o diabo esfregava as mãos de vil satisfação, por estar muy pronto a reclamar mais algumas almas para as profundezas do Inferno.

Fiquei muy assustado quando meteu tanto mar no costado, que mais parecia que a nau ia ao fundo a cada balanço que dava, e mais temeroso fiquei quando arreei os joelhos no tabuado logo após o embate de outra vaga de água no costado. Havia que sair deste horrível lugar, o quanto antes, e tomar abrigo em parte segura. Com assaz de pressa quis galgar para o chapitéu de popa; mas ao agarrar as madeiras da nau, para não perder o equilíbrio, fiquei com o rosto tomado pelo horror; porque uma grandíssima tromba de água varreu o convés, sem dela escaparem quatro marinheiros. A morte chegara muy apressada para eles!

Pus os olhos no céu, neste mesmo instante, tinha a roupa toda encharcada pela água da chuva. O vento rijo não queria repousar em nenhuma parte, e o frio a bater no rosto era sinal que a morte não guardava segredos nesta latitude. Quanto mais a nave cambaleava na fúria da tempestade maior era o medo de perdermos o leme. Roguei a Deus para que os dois homens muito rijos, que meneavam o leme com muy esforço de suas pessoas, o fizessem de contínuo, sem nunca levantar as mãos dele”.

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