Viver o passado é também viver o presente. Assim o faço através da escrita.
terça-feira, 11 de abril de 2023
Momento Quora
sexta-feira, 25 de novembro de 2022
Efemérides
Dia para recordar Eça de Queiroz (25 de Novembro de 1845 – 16 de Agosto de 1900)
Figura
incontornável da literatura portuguesa, são poucas as palavras que tenho para
descrever o seu génio como escritor.
Dotado de uma narrativa elegante, fruíram da sua pena o realismo descritivo e a sátira mordaz que caracterizavam os seus romances.
Autor de “Os
Maias”, “O Crime do Padre Amaro”, “O Primo Basílio” e “A Tragédia da Rua das
Flores”, entre outras obras notáveis.
Destaco, todavia, “O Conde de Abranhos” como a minha favorita. A obra foi adaptada para serie de televisão em 2000.
Contou com as interpretações de Paulo
Matos (Alípio Abranhos), Sofia Alves (Virgínia Amado Abranhos), Nicolau Breyner
(Padre Augusto), Rui Luís (Desembargador Amado), Cármen Santos (Laura Amado), João
d’Ávila (Zagalo) e Henrique Viana (Vaz Correia), entre outros.
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Leitura do Dia
Às vezes, apetece-me ler o meu romance histórico no telemóvel / celular. Invariavelmente pela manhã. Hoje foi um desses dias…
quinta-feira, 20 de outubro de 2022
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
Momento Quora
Por que é tão difícil escrever um livro mesmo sem a inspiração e continuar até o final, mesmo cansado e indisposto e desmotivado?
Você sente-se esgotado emocionalmente, é certo, mas não consegue deixar para trás, ou desistir, porque apesar das adversidades, quer mesmo concluir o livro. Independentemente do tempo que durar, meses ou anos!No fundo, quer ter aquela sensação de
dever cumprido e de realização pessoal por atingir o objectivo. E também por
finalmente chegar ao ponto em que tudo acaba.
Por vezes, são apenas momentos de
desinspiração que limitam a sua capacidade de escrever em determinados períodos.
Pelo meio, acredito que sofra com crises de ansiedade e incerteza; seja assolado por muitas dúvidas e tudo o mais. Não será o primeiro nem o último a passar por isso e a concluir o que se propôs a iniciar. Outros há, que são inumes a tais estados emocionais. O mais importante é não desistir!
Veja o link no Quora: https://qr.ae/pveBoJ
sexta-feira, 30 de setembro de 2022
Capítulo XXVI
O que Abenabo conhecia de Jerusálem
“Depois de Abenabo me falar miudamente da rua vulgarmente dita da amargura, pela qual Jesus Cristo foi com a Cruz às costas, desde a casa de Pilatos, até ao Calvário, onde foi por nós oferecido, e sacrificado, para a salvação do mundo, ouvi dele com muita curiosidade que o sagrado Monte Olivete fica numa encosta, em que subindo por um certo caminho, e chegando no meio dele, se acha à vista o Templo de Salamão, e quase toda a cidade.
É o dito Monte Olivete, onde o nosso Redentor recebeu a traição de Judas (que o entregou aos Romanos, antes d’Ele ir à casa de Caiphas, e à casa de Pilatos, e daqui ao Calvário), muy venerado por Turcos, e mouros, assim como por cristãos de muitas nações, que se põem ali a orar, e a cantar, e a contemplar, na vigília D’Ascensão de Nosso Senhor.
Na Capela D’Ascensão fazem os moçalmans grande devoção à pedra onde está uma pegada do Redentor do mundo quando Ele teve por bem tornar aos Céus. A outra metade desta pedra, também com outra pegada de Jesus, está no Templo de Salamão, ali posta quando a terra era de cristãos, sendo agora tida em grande veneração por Turcos, e mouros”.
segunda-feira, 19 de setembro de 2022
"O Oriente Místico de Chao Balós" - Lançamento mundial
segunda-feira, 12 de setembro de 2022
Leitura do Dia
Mordomo Pedro Gouvêa,
D. Joanna de Argem, mulher de Damião de Goes, com seus filhos,Manoel, Ambrosio, Ruy Dias, e Catharina Goes.
Mais se metteram por Confrades os
filhos do Senhor Damião,
Bastardos,
Manoel, Isabel, Maria.
𝐂𝐞𝐫𝐭𝐢𝐝ã𝐨 𝐝𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐞𝐫𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐃𝐚𝐦𝐢ã𝐨 𝐝𝐞 𝐆𝐨𝐞𝐬
Año de 1575
Aos XXX. Dias do mes de Janrro do año de jbe lxxiiij años faleceu damiao de guoes e foi enterrado na capela mor desta jgra e por verdade o asiney dia e mes e año ut supra. Eu
Luiz Velho.
(Documento do Cartorio da Igreja de Sta Maria da Varzea em Alemquer.)"
Página 37.
quarta-feira, 31 de agosto de 2022
quinta-feira, 14 de julho de 2022
Capítulo VIII
Mortes a lamentar:
"Os tementes a Deus, com os joelhos prostrados defronte do altar, rompiam os ares com a voz em grito, pedindo-Lhe misericórdia para ficarem em salvo das enfermidades, assim como dos medos, e anseios, que tomavam conta das suas almas. Nem todos iam ter a felicidade de passar à India, pois havia mortes a lamentar pelo caminho. E sendo a que mais horror causou nos embarcados lembro agora o falecimento do barbeiro Francisco Tomé, que deu o último suspiro após a quinta sangria, que lhe fez um grumete no derradeiro dia de sua vida; posto que nem menos cinquenta onças de sangue terminaram com a grande tormenta da febre, que muito o afligia.Chorei mil lágrimas quando o corpo do defunto, envolto numa mortalha, e com uma bola atada nos pés, foi lançado ao mar pouco depois de ser lembrada a sua habilidade para arrancar os dentes estragados dos embarcados. Francisco Tomé faleceu desta vida com mostras de muito bom cristão, o que a todos nos animou, e muito nos consolou”.
segunda-feira, 11 de julho de 2022
Capítulo VII
O triste fim de um grumete:
"Num destes dias de grande tédio, por sinal de má memória, caiu à água do mar o grumete, por nome Martim da Gallega, que pouco sabia nadar. Os gritos do infeliz causaram logo grande alvoroço, e posto que alguns embarcados lhe atiraram com prontidão duas pipas, e algumas cordas, e com isso feito o desgraçado se manteve à tona de água muito esforçadamente, chegou tarde o salvamento; porque sendo o dito grumete trazido para o convés, passada que estava uma hora e meia de sua triste queda, deu com assaz agonia o derradeiro suspiro no braço do Padre Lançarote.
Confessando-se, a muito custo, pouco antes de partir desta vida temporal, escorreram em nós muitas lágrimas de alegria pelo consolo de sabermos que não perdera a vida eterna. Paz à sua alma! A morte do dito grumete levantou suspeita, e o mareante que mostrou resistência ao socorro (o tal que muito o repreendia, e muito lhe batia) foi achado culpado. Em boa verdade fora eu quem dissera ao meirinho o que ouvira do próprio Martim da Gallega, acerca das ameaças que tivera do rude marinheiro:
– Temia muito ser mandado borda fora no breu da noite, se botasse faladura do concerto havido entre os corruptos marinheiros, e a horrível mulher com o cabelo curto, a que fora achada roupada como homem...”
quarta-feira, 8 de junho de 2022
"O Oriente Místico de Chao Balós", Cap. II
Lisboa, Metrópole do Reino de Portugal:
"Como ainda não tinha saciado a fome, ao atravessar
para a outra banda da rua não fiz caso de um saloio, que por seu mester vendia
frutas; porque em indo mais avante comprei favas cozidas a uma negra. Para
matar a sede fiz sinal a um aguadeiro negro, a modo de pousar o cântaro no
chão, e encher um púcaro com água. Agradecendo-me, assim que lhe paguei, lá se
foi ele, por seu pé, apregoando pela rua:
– Água fria! Água fria! Quem quer água fria!
Ao chegar a uma certa rua, já depois de pôr o rosto num vendedor de carvão, e noutro de palha, cada um puxando esforçadamente a sua carreta, dei com dois homens de aspecto repugnante, a fazer de comer com sardinhas a céu aberto. Era muito improvável que tão pobres criaturas, roupadas com seus buréis pardos de lã meirinha encardida, tivessem como comer as galinhas, e carnes de criação, ou de caça, tão pouco com cheiros, adubos, e temperos de boa qualidade; porque nada mais lhes entrava dentro de suas bocas, do que sardinhas, e legumes, assim como algumas castas de frutas, e pão com paladar sofrível".
quinta-feira, 2 de junho de 2022
Prólogo
"Localizado o manuscrito, e voltando à secretária de trabalho, retirei o conteúdo do envelope e removi a protecção de plástico. Para melhor preservação do material, revesti as mãos com um par de luvas de látex esterilizadas e folheei as páginas com redobrado cuidado…
– O português é arcaico para os padrões actuais de escrita. Pelas datas, confirma-se que remonta ao século XVI. Nada de estranho, portanto...
Em cima da secretária tinha uma crónica escrita em papel almaço grosso, consistente e um pouco escuro. A pauta estava quase invisível e não havia correcções de palavras, nem de estilo, denotando ser uma cópia do original. As tabuadas ordenadas no final da crónica estavam incompletas, visto não passarem do décimo capítulo. O título não aparecia na lombada, mas na página a seguir à folha de guarda lia-se algo surpreendente: Joam de Barros na Asia. Abri a boca de espanto! Não queria acreditar que estaria perante algum inédito do famoso cronista que ficou para a posteridade como autor dos primeiros quatro volumes das célebres Décadas Da Asia!
Apesar da
emoção inicial, depressa percebi não ser algum inédito a retratar a vida de
quem deixara importante testemunho sobre os feitos dos portugueses no Oriente
quinhentista. Deparei-me, isso sim, com as memórias de um homónimo. Esta
narrativa das cousas testemunhadas pelos meus próprios olhos (...) foi
escrita pela minha mão (…) neste Reyno do Sião, entre os anos de 1566, e
1570, da era de Nosso Senhor Jesus Cristo, relatava o desconhecido João de
Barros".
segunda-feira, 30 de maio de 2022
Excertos da minha obra...
Olá a todos! Durante os próximos meses vou publicar excertos da minha obra. Incluirá o prólogo, 43 capítulos e o epílogo. Espero que se divirtam.
domingo, 1 de maio de 2022
Lançamento Mundial
Já está à venda na loja virtual da Amazon, no formato Kindle eBook, o romance histórico
sexta-feira, 29 de abril de 2022
À venda na Amazon
PORQUE VOAS TÃO ALTO? Este livro de poesia é uma viagem intensa pelas experiências de vida de um possível alter ego do autor. Desde o camp...
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Qual é o seu escritor preferido? Fernão Mendes Pinto, sem dúvida! (Montemor-o-Velho, 1510–1514 - Pragal, Almada, 8 de Julho de 1583) A sua ...
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Quem é o personagem principal? Chao Balós Aventureiro destemido, foi escravo, corsário, embaixador e mercador de grossos cabedais no Ori...














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