Se fosse vivo, o poeta Alberto de Lacerda faria hoje 94 anos
(Ilha de Moçambique, 20 de Setembro de 1928 - Londres, 26 de Agosto de 2007)
in 77 Poemas
Viver o passado é também viver o presente. Assim o faço através da escrita.
(Ilha de Moçambique, 20 de Setembro de 1928 - Londres, 26 de Agosto de 2007)
in 77 Poemas
O grande interesse do Tutam de Cantão pelo âmbar
“Chegando nós à ilha Tamon, digo aos 14 de Agosto de 1538, esperámos pela necessária autorização do Pio da villa de Nantó, e depois do que nos cumpria aqui seguimos para a dita cidade Cantam, cousa de 18 léguas pelo rio acima, onde por minha conta fiz a comutação de pimenta, âmbar, e outras miudezas, por ricas sedas, ouro, e grande cópia de arroz.Estranhei o seu grande interesse pelo âmbar; porque
valia mais para ele, do que ouro, ou diamantes. Dei o melhor para tirar algumas
inquirições sobre este assunto; mas pouco consegui apurar, por se resguardar o
Tutam numas lendas de remotas eras, com dragões a carpir lágrimas, que se
transformavam em âmbar, e como os Chins
são muy idólatras destas serpentes de extraordinária grandeza, reverenciam
muito esta mercadoria.
Perdido que estava nos meus pensamentos, dei por mim com os olhos postos numas serpentes tecidas a fios de ouro, que o Tutam, e seus assistentes, traziam nos peitos, e nas costas, e que por divisa são as armas d’el Rey”.
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Damião de Góis, o amigo de infância
Damião de Góis surge no meu romance histórico logo na fase inicial da narrativa. Nasceu na vila de Alenquer, em 1502. É amigo de infância de João de Barros, o herói da trama, e cresceram praticamente juntos, até o futuro humanista ser levado para o Paço Real, no reinado de D. Manuel I.
João de Barros ainda se cruzou com ele uma última vez, agora em Lisboa, pouco antes de embarcar na nau que o levaria à Índia. Foi um encontro emotivo, com lágrimas derramadas, de parte a parte, antes do definitivo adeus.
Damião de Góis viria a ter uma brilhante carreira como diplomata ao
serviço da Coroa, já depois de servir na feitoria portuguesa de Flandres.
Viajou por vários países europeus e conheceu vultos da época, tais como
Martinho Lutero, Erasmo de Roterdão, Albrecht Dürer, Giovanni Battista Ramusio
e Inácio de Loyola, entre outros.
De regresso a Portugal, escreveu as crónicas dos reinados de D. Manuel I
e de D. João III.
Foi acusado de herege pela Inquisição e sujeito a um prolongado processo
judicial. Acabou preso e foi depois libertado em Dezembro de 1572. Estava
bastante doente.
Viria a falecer no mês seguinte, em circunstâncias misteriosas, na terra
que o viu nascer. Tinha 71 anos de idade.
PORQUE VOAS TÃO ALTO? Este livro de poesia é uma viagem intensa pelas experiências de vida de um possível alter ego do autor. Desde o camp...